A relação entre diplomacia e o comércio exterior

Você sabe o que é Diplomacia? E o que ela tem a ver com o Comércio Exterior? Aliás, o que é Comércio Exterior? A seguir veremos cada um desses conceitos e como eles se relacionam entre si.

Diplomacia

Podemos definir a Diplomacia como o conjunto de ações desenvolvidas por um país, visando a execução de sua Política Externa, por meio de representantes oficiais de um governo para tratar de assuntos referentes a conflitos, guerras, intercâmbio cultural e científico, comércio exterior, finanças, dentre outros, com os demais países. Trata-se, portanto, de um instrumento oficial de um Estado para garantir e promover seus interesses no exterior sobre os mais variados temas.

A Diplomacia se dá principalmente por meio de acordos estabelecidos entre dois ou mais países. Quando estabelecida entre mais de dois países ela ocorre principalmente no âmbito de organizações e grupos internacionais, dentre alguns dos mais conhecidos temos a OMC – Organização Mundial do Comércio, a ONU – Organização das Nações Unidas, a EU – União Europeia, o MERCOSUL – Mercado Comum do Sul, e o FMI – Fundo Monetário Internacional. Mas também pode ocorrer diretamente de um país para o outro. Por exemplo, quando um presidente visita outro país para estabelecer e negociar relações comerciais e de cooperação mútuas. A diplomacia demanda, direta e indiretamente, acordos de cooperação onde ambas as partes se beneficiarão.

Comércio Exterior

No contexto da Diplomacia, o Comércio exterior pode ser definido como um de seus campos de atuação, porém, voltado especificamente para a obtenção de melhores condições de acesso a mercados externos para bens e serviços produzidos em um país. Pode ser entendido, ainda, como um instrumento do governo para a promoção e desenvolvimento nacional, uma vez que o acesso a mercados de outros países visa o desenvolvimento interno, isto é, trazer riquezas para o próprio país.

O Comércio exterior existe desde que o ser humano passou a trocar produtos uns com os outros. Nos dias atuais, em um mundo altamente conectado e globalizado, o Comércio exterior é essencial para a manutenção e desenvolvimento de uma economia, pois muitos bens, serviços, produtos e matérias primas são intercambiados entre países. Alguns compram de outros aquilo que não possuem e vendem para os outros o que produzem em abundância, gerando uma espécie de rede de interdependência entre eles.

Dessa forma, para se organizarem de forma mais eficaz e contínua, são criados grupos de cooperação para o desenvolvimento econômico como, por exemplo, a União Europeia, o MERCOSUL e a ALCA, que se caracterizam como blocos econômicos formados por países que praticam uma série de incentivos comercias entre si como a redução ou a eliminação de tarifas de importação e de taxas alfandegarias, exercendo o livre comércio.

Como funciona a Diplomacia e o Comércio Exterior no Brasil

A principal instituição do governo Federal para exercer a Política Externa do Brasil e, consequentemente, a Diplomacia e o Comércio Exterior é o Ministério das Relações Exteriores.

O Ministério das Relações Exteriores conta com um amplo contingente formado por consulados e embaixadas brasileiros no exterior, que têm o papel de incentivar o intercâmbio entre os países com o Brasil, atraindo investimentos e contribuindo para a internacionalização comercial do Brasil.

Nesse contexto, são os diplomatas que mais atuam para o desenvolvimento das relações exteriores do país. São estes profissionais que estão à frente de negociações e acordos internacionais, sempre visando a resolução pacífica de eventuais conflitos que possam surgir entre nações.  O serviço diplomático assim busca a paz e a cooperação globais.

O diplomata, além de ser um mediador e apaziguador de conflitos, é também o representante do Brasil nas esferas administrativa, cultural, ambiental, econômica, consular e política em outra nação. Dessa forma, pessoas de qualquer formação superior podem ser diplomatas do Brasil, garantindo a heterogeneidade de conhecimentos para representar o país nessas diversas frentes.

Porém, para ingressar na carreira diplomática é preciso realizar uma prova concorridíssima aplicada pelo Instituto Rio Branco, que faz parte do Ministério das Relações Exteriores. No Instituto, o Diplomata aprovado passa por intensos treinamentos durante toda a sua carreira a fim de tornar-se cada vez mais apto a representar o Brasil internacionalmente.

Este profissional deve ser capaz de participar de reuniões, congressos e missões externas, visando promover o fortalecimento da imagem, os laços de amizade e cooperação do Brasil em escala mundial.

A carreira diplomática é composta por diversos cargos, iniciando-se pelo cargo de Segundo-Secretário até se chegar a Ministro de Primeira Classe, que nada mais é que o Embaixador oficial do País.

Por que é importante para um país manter boas relações diplomáticas com outros países?

Segundo a ONU, existem oficialmente 193 países no mundo. Assim, são muitos os interesses em jogo no cenário global. Ou seja, são muitos os grupos econômicos e de pessoas que estão a todo momento buscando o melhor para si e suas comunidades. Por isso, as boas relações internacionais são fundamentais para o desenvolvimento e bem-estar das nações.

Manter a cooperação econômica e política é fundamental para o equilíbrio e a paz mundial, uma vez que o diálogo internacional permite que grandes problemas comerciais, ambientais e políticos possam ser discutidos entre todos os países e, na medida do possível, possam ser planejados ou resolvidos de maneira pacífica.

A boa relação de um país com os demais é tão importante a ponto de um país poder sofrer sanções e embargos de outros países caso sua política externa esteja demasiadamente em conflito com a política de seus vizinhos ou demais parceiros. A Política Externa deve ser conduzida de forma a atender todas as nações, sem gerar conflitos de interesses e prejuízos de ordem econômica-social. Os representantes de Estado devem se posicionar de forma a convergir todos os interesses para o bom relacionamento do país, gerando mais oportunidades e menos disparidades de acordos.

Um exemplo clássico foi o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos à Cuba em 1960 que perdura até os dias atuais, isolando e bloqueando transações comerciais entre esses países. De acordo com a ONU esse bloqueio já causou prejuízos bilionários ao país cubano.

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